Ética

A ética, entre outras visões, estuda a forma de comportamento nas sociedades, onde o bem-estar deve prevalecer (OLIVEIRA, 2003). O termo ético é proveniente do grego ethos, que tem como significado original caráter e que designa tanto a realidade como o saber relacionados com o comportamento responsável, em que entram em jogo a bondade ou a maldade humanas.

Sendo a ética um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas, deverá o mesmo ter características universais, precisando de ser válidos para todas as pessoas e de forma perene.

É preciso assegurar que todos os nossos concidadãos, independentemente da sua situação e condição, tenham direito a não ser barrados, impedidos ou segregados face àquilo que existe para usufruto de todos.

No que respeita às pessoas com alguma perturbação no desenvolvimento, diria que estes direitos não estão adquiridos, mas sim emergentes.

Podemos compreender um pouco melhor este conceito, examinando certas condutas do nosso dia-a-dia, como, por exemplo, os comportamentos de alguns profissionais, como os médicos, os jornalistas, os advogados, os empresários, os políticos e até mesmo os professores ou os magistrados.

Infelizmente, o que ainda assistimos nos dias de hoje, é que muitos profissionais de saúde e da educação, pouco ou nada sabem acerca do desenvolvimento destas pessoas.

Independentemente do potencial de cada criança, jovem ou adulto, e daquilo que serão capazes de alcançar, o importante será munir os profissionais de um código de ética universal. O que observamos, e não são assim tão poucas vezes, é que esse código nem sempre constitui a base das suas atitudes, chegando mesmo, a assistir a uma subestimação das pessoas com perturbações de desenvolvimento.

Assistimos, atualmente, a juízos ou a julgamentos eticamente condenáveis no que se refere, por exemplo, a decisões de adoção de crianças com trissomia 21 ou com outra patologia grave ou quando as famílias decidem prosseguir com gravidezes em que foi feito o diagnóstico pré-natal de alguma doença significativa do feto.

Ter uma perturbação do desenvolvimento, não é certamente, condição de ter menos direito à vida. São, igualmente, membros da sociedade em que vivemos.

Por esta razão torna-se um imperativo ético, integrá-los e inclui-los, de forma a alcançarem melhores comportamentos convencionais, melhor autonomia e um papel ativo na sociedade, mais relevante.

Deixo-vos a pensar nisto…o que é que cada um de nós está a fazer para a promoção de uma sociedade mais humanizada, onde a diferença seja um atributo comum e, por que não dizê-lo, desejável?

 

Susana Martins

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Consultora Honorária da APPT21

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: